O Movimento Marina Silva no Distrito Federal vai realizar uma reunião com a presença da pré-candidata à Presidência, Marina Silva, na próxima quarta-feira, dia 19 de maio, às 19h, no Parlamundi - LBV.
O evento foi adiado!
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terça-feira, 11 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
PV empata disputa presidencial na Colômbia
"Maré verde" empurra azarão na Colômbia
Ex-prefeito de Bogotá, filósofo e matemático Antanas Mockus cresce e empata nas pesquisas com candidato de Uribe
Famoso por excentricidades, candidato do Partido Verde motiva jovens e classe média com discurso grandioso e programa de governo vago
FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS
Ex-prefeito de Bogotá, filósofo e matemático Antanas Mockus cresce e empata nas pesquisas com candidato de Uribe
Famoso por excentricidades, candidato do Partido Verde motiva jovens e classe média com discurso grandioso e programa de governo vago
FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS
Figura midiática na Colômbia, ele já cantou rap e trocou fiscais de trânsito por mímicos nas ruas de Bogotá quando era prefeito da capital colombiana.
Agora, o excêntrico Antanas Mockus, 58, é a principal notícia do país de Álvaro Uribe por uma façanha: de azarão, no começo do mês, ele alcançou o candidato favorito governista, e, segundo a última pesquisa, ganharia a eleição presidencial no segundo turno.
O fenômeno Mockus foi batizado de "maré verde" -ele concorre pelo Partido Verde- e tem empolgado jovens no Facebook com um programa de governo vago e um discurso grandioso ("Sinto que tenho a capacidade de transformar profundamente nossa sociedade") envolto numa mensagem simples: "chega de vale-tudo".
Depois de escândalos políticos que marcaram os últimos anos -em especial o elo de parlamentares com paramilitares, que varreu um terço do Congresso-, o ex-prefeito atrai por ser um "outsider" do sistema de partidos e por ter localizado um centro político, fora da polarização entre o popular Uribe e seus detratores.
O matemático de origem lituana, que fez duas bem avaliadas administrações em Bogotá, começou a decolar justamente quando se uniu a um outro "outsider", o ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo.
Até então candidato à Presidência com cerca de 10% das intenções de voto, Fajardo topou ser seu vice após não conseguir eleger nenhum deputado nas eleições de março.
"É um momento mágico", derramou-se Fajardo à Folha, anteontem, ao acompanhar Mockus em Santa Marta, no Caribe colombiano. "Mostramos que sim, podemos", continuou, emulando o slogan já lugar-comum de Barack Obama.
"Mockus é um fenômeno de opinião pública. Parte do país está mostrando que quer algo novo, sem os vícios da política atual e sem perder as conquistas de Uribe de segurança", resume a jornalista Juanita León, autora de "País de Plomo" (país de chumbo), sobre o conflito armado colombiano, e diretora do site La Silla Vacía.
A questão da segurança é a outra chave da "maré verde". Os governistas espalham na internet que não se derrota as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) "com girassóis e mímicos", mas Mockus tem várias posições próximas do governo no setor.
Como Uribe, ele é contra negociar com as Farc. Prega "legalidade democrática", resposta à uribista "segurança democrática", criticada por violações de direitos humanos e pelo controverso ataque à guerrilha no Equador, em 2008. Mockus diz que não caçará guerrilheiros no exterior e que será "prudente" com Hugo Chávez, às turras com Bogotá há anos.
Na economia, também há aproximações com a atual gestão. Quer vender 15% das ações da estatal Ecopetrol para criar um fundo educacional -a educação é outra bandeira de campanha, acenando ao pós-uribismo- e é a favor do Tratado de Livre Comércio com os EUA.
Já a plataforma verde que batiza a onda é incipiente. Mockus aderiu só em setembro passado ao Partido Verde, de DNA ecológico frágil. "Vamos trabalhar para tornar mais verde nosso partido", diz Fajardo.
As eleições são em 30 de maio, e Mockus já fala em ganhar no primeiro turno -se conseguir, terá como bancada própria só oito parlamentares.
O desafio é conquistar a "Colômbia profunda", uma incógnita, já que, em geral, as pesquisas só abrangem a área urbana.
O que hoje parece improvável não é algo inédito. Uribe começou como azarão e conseguiu ser eleito em 2002.
Folha de São Paulo, 25/04/2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Pesquisa IBOPE
Nova pesquisa IBOPE será divulgada amanhã
O IBOPE realizou pesquisa no período entre 13 e 18/04, sob encomenda da Associação Comercial de São Paulo. Pesquisa similar foi feita há dois meses. Veja a evolução dos números:
Serra - cresceu de 35% para 36%
Dilma - caiu de 30% para 29%
Ciro - caiu de 11% para 8%
Marina - cresceu de 6% para 8%
Os resultados da pesquisa do IBOPE têm correspondência com os resultados da mais recente pesquisa do Datafolha, também publicada e comentada neste Blog. Indicam que Serra e Dilma estacionaram, indicam uma tendência de queda de Ciro e indicam um crescimento de Marina.
Juarez de Paula
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Comentários do autor
Breves comentários sobre a semana que termina
O primeiro comentário é para lamentar a tragédia familiar e homenagear a memória do cartunista Glauco, assassinado juntamente com um filho de 25 anos, em sua própria casa, tentando defender sua esposa e outros filhos das ameaças de um usuário de drogas que costumava frequentar os cultos do Santo Daime que Glauco promovia em sua chácara, em Osasco.
O segundo comentário é para comemorar a decisão do Ministro Juca Ferreira de solicitar a suspensão da sua filiação ao PV por um ano. Apesar da justificativa inverídica, de que estaria se afastando do PV por discordar de uma suposta aliança com o PSDB e o DEM, que não existe, seu afastamento é positivo, pois encerra um conflito interno que estava prejudicando a pré-candidata Marina Silva. A verdade é que Juca Ferreira não quer se desligar dos cargos ocupados no Governo Federal e no Governo Jaques Wagner, na Bahia. Para manter os cargos, precisa apoiar Dilma e a re-eleição de Wagner contra as candidaturas próprias do seu partido, o PV. Então, precisou inventar uma falsa divergência para justificar sua escolha. Acabou se antecipando aos fatos, pois o descontentamento do PV em relação ao seu comportamento era tanto que as propostas para sua expulsão estavam se acumulando na direção partidária.
O terceiro comentário é para louvar a recente disposição do Senador Cristovam Buarque (PDT) em colocar seu nome para uma possível candidatura de unidade das esquerdas contra a candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao Governo do DF. Isto ocorreu numa segunda reunião entre PDT, PSB, PCdoB, PPS, PMDB e PV. Cristovam vinha recusando a tarefa e declarando sua disposição apenas para uma eventual re-eleição ao Senado. Apesar do envolvimento direto de parlamentares e dirigentes do PPS e do PMDB no esquema de corrupção denunciado pela operação Caixa de Pandora, a convergência desses partidos no sentido de oferecer uma alternativa política ao DF que não seja a volta de Roriz merece ser acompanhada. Espero que não estejam apenas "valorizando o passe" para depois se colocarem como caudatários do PT, como sempre ocorreu no passado recente.
Juarez de Paula
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