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sexta-feira, 5 de março de 2010

Impeachment de Arruda

Supremo nega habeas corpus e mantém prisão de Arruda


MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Por nove votos a um, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) negaram nesta quinta-feira o pedido de liberdade do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), preso na Polícia Federal desde o dia 11 de fevereiro. Com a decisão, o governador permanecerá preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Impeachment de Arruda

Câmara do DF acolhe parecer favorável ao pedido de impeachment de Arruda


MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), sofreu uma nova derrota nesta quinta-feira na Câmara Legislativa. Por 19 votos favoráveis e nenhum contrário, os deputados distritais aprovaram o parecer da comissão especial que pede abertura de processo de impeachment contra o ex-democrata.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Crise no DF - Opinião

Intervenção Já!

Peço desculpas aos leitores pela reprodução de tantos artigos e matérias sobre a "Crise no DF". 
Escolhi, dentre as muitas informações publicadas na mídia impressa e na internet, alguns materiais que considerei bastante esclarecedores sobre o que vem acontecendo nos bastidores e sobre os reais interesses políticos e sobretudo econômicos que estão em jogo.
Conforme afirmei no artigo que incluí na seção "Textos", intitulado "Algumas razões a favor da intervenção", por mais que a intervenção federal no GDF afronte a autonomia política tão recentemente conquistada, considero que a manutenção desse grupo instalado no poder é muito mais danosa à democracia e à cidadania do que aceitarmos o governo de um interventor.
Nesse momento, o desmonte do governo atual representa uma oportunidade para interromper o funcionamento de uma rede de corrupção que, caso mantida, certamente interferirá no processo eleitoral de 2010.
Por maiores que sejam as dificuldades a serem enfrentadas por um governo interventor, o desmantelamento dos esquemas de tráfico de influência, de pagamento de propinas e de arrecadação ilegal de doações financeiras para fins eleitorais evidenciados pela operação Caixa de Pandora, já seria um passo importante em direção à construção de um ambiente de respeito à ética, à moralidade e à honestidade na gestão dos interesses públicos.
Não podemos nos deixar enganar. Os discursos atuais em favor da autonomia política do DF, do respeito às instituições políticas locais, da necessidade de dar continuidade às obras iniciadas, aos projetos relacionados à Copa do Mundo, aos festejos do Cinquentenário de Brasília, tudo isso não passa de "cortina de fumaça" para encobrir os reais interesses de manutenção dos acordos políticos e econômicos escusos celebrados com o fim da reprodução desse mesmo grupo no poder.
Precisamos ter a coragem e a determinação de terminar a faxina. 
Não basta o impeachment de Arruda e Paulo Octávio.
É preciso cassar e tornar inelegíveis todos os parlamentares envolvidos.
É preciso que as investigações sejam aprofundadas, que sejam identificados e punidos os corruptos e também os corruptores.
É preciso desmontar toda a rede de relações entre políticos e empresas detentoras de contratos com o GDF.
A intervenção federal no GDF não tem como objetivo principal a constituição de um novo governo.
A intervenção federal no GDF tem como principal tarefa desconstituir o governo atual, ou seja, impedir que a administração pública continue a ser utilizada para promover e acobertar a utilização mafiosa do poder político em favor dos interesses particulares de uma quadrilha.
Como disse, certa vez, John Kenneth Galbraith, "a política não é a arte do possível, ela consiste em escolher entre o desastroso e o desagradável."
Melhor a situação desagradável da intervenção federal do que a continuidade dessa situação desastrosa de desgoverno no DF.

Juarez de Paula