domingo, 22 de novembro de 2009

Artigo de Ruth de Aquino

A fábula do lobão e da vovó do PAC

A fábula da semana – o apagão – colocou em evidência um personagem que andava sumido, o Lobão. Num primeiro momento, ninguém sabia onde andava a avó (do PAC). Temeu-se por Dilma porque o Lobão é emburrado e de poucas palavras. Ele deu o conto por “encerrado”. Depois se soube que a ex-ministra de Minas e Energia estava cuidando da floresta. Nós – os Chapeuzinhos Vermelhos – somos tão ingênuos que acreditamos que raios deixaram 18 Estados do Brasil às escuras por até quatro horas.

Nós também acreditamos que a floresta será salva, especialmente porque o grande caçador de votos depende do verde para não deixar a “fada-marina” enfeitiçar eleitores e atrapalhar a sucessão em 2010.

Quando a avó do PAC ressurgiu com todo o vigor, todos respiraram aliviados. O ministro Edison Lobão, ex-governador do Maranhão, em sua hesitação de meias palavras, consegue menos empatia com o público do que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Já estava ficando embaraçoso ver e escutar as desculpas de Lobão. E Dilma caiu na armadilha da oposição, que a provocou. “Quem escondeu a ministra?” A pré-candidata (conhecida no Nordeste como “a mulher do Lula”) hoje sobe em todos os bons palanques – do pré-sal, do pós-sal, do pré-pós-PAC. Não falta a uma festa ou inauguração. Quando o palanque é frágil, ela some na floresta para preparar o discurso ambientalista que apresentará em Copenhague em dezembro.

Como o país inteiro sabe, e o Chapeuzinho Vermelho também, Dilma é contra o desmatamento desde criancinha. Tanto que nem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, consegue mais aparecer. Depois de reunião ministerial em São Paulo sobre metas para reduzir emissão de gases, mandaram Minc sair de fininho para Dilma falar com a imprensa. Seja pelo “efeito cabocla” – de Marina Silva como candidata pelo PV –, seja por um súbito despertar para a questão ambiental, Dilma aos poucos tenta vestir o colete de campeã da causa verde. A ministra comemorou na quinta-feira o menor desmatamento anual da Amazônia desde 1988 – e apagou da foto oficial a senadora do Acre, que saiu do governo derrotada pelo desenvolvimentismo de Dilma.

Os efeitos do blecaute sobre o governo são modestos, se comparados aos efeitos de Dilma sobre si mesma. Será que Lula escondeu sua candidata durante 40 horas e jogou o Lobão às feras com o objetivo de desvinculá-la de um evento tão impopular? Falta de luz e água, muito mais que um desconforto político, é uma tragédia social, com prejuízos inestimáveis para pessoas comuns. Ou será que submeteram Dilma a um curso relâmpago de marketing para ela reaparecer positivamente, com luz e água restauradas no país e argumentos na ponta da língua?

Se ela tiver recebido treinamento intensivo, melhor trocar enquanto é tempo os magos de imagem. Lula pode também providenciar uma transposição de personalidade. Dilma não passa em nenhum Enem de simpatia ou serenidade, mesmo se receber antes a prova. É só colocar um microfone diante dela, é só uma repórter fazer uma observação simples e pertinente. “Ministra, a senhora garantiu há duas semanas que não havia mais risco de apagão porque agora o país tem planejamento”. A ministra encrespa as mãos, engrossa a voz: “Minha filha, você está confundindo duas coisas. O que houve foi um apagão, não um blecaute. Blecaute é barbeiragem”. Era uma referência ao racionamento de 2001.

Indagada se o país poderia sofrer outro apagão, já que o sistema de Itaipu seria vulnerável a intempéries, Dilma rebateu: “Minha querida, nós, humanos, temos um problema imenso. Nós não controlamos chuva, vento e raio. Sempre quisemos, mas não conseguimos ainda. Talvez algum dia, né?”.

Talvez algum dia, ministra, a senhora encare as perguntas como elas são. Perguntas são feitas em busca de respostas. Talvez a senhora mude o tom. Seria bom entender que a água rola, a Terra gira, e que não adianta Lula tentar blindar a avó do PAC se ela se mostrar mais arrogante que o Lobo Mau. Não somos o Chapeuzinho e o PT deixou de ser vermelho.

RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro

Publicado na Revista Época - N° 600 - 16/11/2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Líderes da destruição da vida

EUA e outros líderes mundiais adiam chance de acordo sobre clima

Do Valor Econômico
Em São Paulo
16/11/2009 - 08h39

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes mundiais decidiram adiar a difícil tarefa de alcançar um acordo sobre as mudanças climáticas na conferência marcada para o próximo mês em Copenhague (Dinamarca). De lá, sairia um acordo de "comprometimento político", que jogaria as questões mais complicadas para o futuro.

Ontem, Washington e Pequim, apoiados por algumas dos principais países emergentes do mundo, comunicaram, em Cingapura, o governo da Dinamarca de que não será possível conseguir um acordo vinculante que permita a redução das emissões de dióxido de carbono.

Em vez disso, se tentará um acerto de duas etapas, que, na realidade, consiste em fazer em Copenhague uma mera declaração de intenções, adiando os compromissos obrigatórios para um momento mais à frente, talvez em outra conferência, como a do México, no ano que vem.

"Houve uma coincidência entre os líderes de que não é realista esperar que um grande acordo internacional completamente vinculante possa ser negociado até Copenhague", observou o vice-conselheiro de segurança nacional para assuntos econômicos internacionais da Casa Branca, Michael Froman.

A declaração foi dada ao fim de uma reunião ocorrida ao lado da assembleia do Fórum da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec, da sigla em inglês).

Segundo o jornal El Mundo, Obama não quer assinar nenhum acordo que depois não seja referendado pelo Congresso. A China, por sua vez, não está disposta a fazer movimentos relevantes no campo do clima que não sejam acompanhados por Washington. O mesmo pode se dizer da Indonésia, terceiro maior poluidor. Japão, cujo novo governo anunciou recentemente a disposição de reduzir as emissões de gases, também não quer atuar sem ações recíprocas da China e EUA.

Conforme a publicação, dessa forma, com toda probabilidade, outros grandes países em desenvolvimento, como Índia e Brasil, devem se negar a apoiar acordos que não estejam respaldados por aqueles quatro países.

"Considerando o fator tempo e a situação de cada país, devemos, nas próximas semanas, focar no que é possível e não nos distraírmos com o que não é possível", declarou o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen.

Artigo do Mangabeira Unger

A sucessão presidencial e o futuro do Brasil


O futuro, não o passado, é o tema de uma grande eleição, como será a de 2010. O assunto central há de ser como superar a contradição central do Brasil: uma vitalidade imensa ainda coexiste, para a maioria dos brasileiros, com a falta de instrumentos e de capacitações.

Hoje essa vitalidade está encarnada, sobretudo, em classe média surpreendente, que inaugura cultura de autoajuda e de iniciativa. Já está no comando do imaginário popular. A revolução brasileira de agora é consumar as inovações institucionais que permitam à maioria seguir o caminho dessa vanguarda de batalhadores e de emergentes.

O governo Lula promoveu grandes avanços. São eles a base indispensável para o que deve vir em seguida. Consolidou a estabilidade econômica, barrando o regresso à hiperinflação.

Livrou milhões da pobreza extrema.

Abriu, para outros milhões, as portas da universidade e da escola técnica.

Iniciou obras indispensáveis ao desenvolvimento do país.

Tudo isso somado, entretanto, não resolve a contradição entre o dinamismo do povo brasileiro e a negação à maioria dos instrumentos para criar e empreender. O próximo passo é a construção de modelo de desenvolvimento baseado na democratização de oportunidades econômicas e educativas. O povo brasileiro não quer caridade, quer oportunidade. Quer ver os interesses do trabalho e da produção ganharem primazia sobre os interesses do rentismo financeiro.

Cinco conjuntos de iniciativas traduzem essa aspiração libertadora em transformação prática. Nenhum deles se acomoda dentro do que hoje predomina no pensamento e no discurso dos principais pré-candidatos à Presidência: o desenvolvimentismo da década de 70.

O primeiro projeto é democratizar a economia de mercado. Não basta regular o mercado. Não basta contrabalançar suas desigualdades com programas sociais. É preciso reconstruí-lo em seu conteúdo institucional para torná-lo mais includente.

Parte dessa obra é a consolidação de uma política industrial que facilite para as pequenas e médias empresas -o setor mais importante de nossa economia- o acesso ao crédito, à tecnologia, ao conhecimento, aos mercados globais e às práticas de inovação permanente.

Parte é a superação do contraste entre agricultura empresarial e agricultura familiar. Esta tem de ganhar as características daquela.

E parte é a definição de regras que protejam, organizem e representem os trabalhadores precarizados que hoje formam a maioria do povo brasileiro: precarizados ou porque continuam na economia informal ou porque, na economia formal, atuam em trabalho temporário, terceirizado, doméstico ou autônomo.

O segundo projeto é dotar nossa afirmação nacional de escudo econômico. Cortar a falsa ortodoxia econômica ao meio. Reafirmar a parte sadia: realismo fiscal e responsabilidade fiscal. Mas repudiar a parte nociva: a aceitação de baixo nível de poupança nacional, privada e pública, e o apelo à poupança estrangeira como base de nosso desenvolvimento. Mobilizar a poupança de longo prazo para o investimento produtivo de longo prazo e não permitir que seu potencial se desperdice em cassino financeiro.

O terceiro projeto é capacitar o povo brasileiro por meio do ensino público. Uma prioridade é construir as regras e os meios para reconciliar a gestão local das escolas pelos Estados e municípios com padrões nacionais de investimento e de qualidade. A qualidade da educação que uma criança recebe não deve depender do acaso do lugar onde ela nasce.

Outra prioridade é substituir, na maneira de ensinar e de aprender, decoreba -o enciclopedismo informativo superficial- por ensino analítico e capacitador, com foco no básico, análise verbal e numérica.

O quarto projeto é construir Estado capaz de fazer tudo isso. A agenda do profissional administrativo. A agenda da eficiência na gestão pública. A agenda do experimentalismo na maneira de prestação e na qualificação dos serviços públicos, inclusive de educação e saúde, por meio do engajamento da sociedade civil na provisão competitiva e experimental deles.

O quinto projeto é tirar a política da sombra corruptora do dinheiro. Instituir o financiamento público das campanhas eleitorais para diminuir a influência do dinheiro privado. Substituir a maior parte dos cargos comissionados por carreiras de Estado. E rever o processo orçamentário para que não sirva à negociação obscura entre os interesses poderosos.

Nada disso é utópico. Tudo serve ao mesmo objetivo: dar braços, asas e olhos à energia humana que fervilha, frustrada e dispersa, no Brasil.

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ROBERTO MANGABEIRA UNGER é professor titular da Universidade Harvard (EUA), ex-ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos (2007-2009) e ex-colunista da Folha.

Publicado no jornal Folha de São Paulo - 15/11/2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Artigo de Leonardo Attuch

Levem uma motosserra


Ir de mãos vazias a Copenhague é desperdiçar a maior oportunidade que o Brasil já teve

Um mês atrás, uma grande comitiva brasileira desembarcou em Copenhague, na Dinamarca. O Brasil tinha um bom plano, metas ousadas e uma alegria contagiante. O resultado? A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional para sediar os Jogos de 2016. Dentro de algumas semanas, uma nova comitiva do governo, chefiada pela ministra Dilma Rousseff, chegará à capital dinamarquesa. Só que, desta vez, sem plano, sem metas e sem nenhum entusiasmo - na verdade, o Brasil irá à Conferência do Clima numa cadência totalmente defensiva. Irá de mãos vazias, apenas porque os países desenvolvidos, no passado, também derrubaram suas florestas. E não assumirá o compromisso de reduzir suas emissões de gases do efeito estufa porque outras nações estão agindo da mesma forma, sob o pretexto de não sacrificar seu crescimento econômico.

O que está por trás dessa postura anacrônica é a visão de que o Brasil não deve se subordinar a pressões externas na área ambiental, como se isso fosse sinal de bravura. Ocorre que o País deveria ser um dos maiores interessados em combater o aquecimento global. Primeiro, porque tem responsabilidade sobre o tema - é o quarto maior emissor de gases poluentes, com suas queimadas e sua pecuária extensiva. Segundo, porque é também um dos países mais afetados pelo problema. Se os estudos científicos estiverem corretos, cidades como Recife e Fortaleza poderão ficar submersas dentro de 50 anos, deixando milhões de pessoas desabrigadas. E o Brasil, que é hoje o celeiro do mundo, poderá perder toda a competitividade da sua agricultura no Centro-Oeste, se o regime de chuvas da Amazônia for afetado pelo aquecimento.

O mais grave é que a agenda ambiental é a única que o Brasil realmente tem condições de liderar. Não só pelo simbolismo da Amazônia, mas também devido ao fato de o País ser um dos únicos no mundo com capacidade para expandir, ao mesmo tempo, a produção de alimentos e de combustíveis limpos, como o etanol. No entanto, em vez de agarrar a oportunidade, o Itamaraty, que tem tanta sede de protagonismo em causas perdidas, hoje parece mais preocupado com o futuro de Manuel Zelaya do que com a agenda do século XXI.
De concreto, o Brasil fará apenas uma promessa vazia de reduzir o desmatamento ilegal na Amazônia em 80% - o que legitima uma cota de 20% para o crime. Enquanto isso, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que pode anistiar todos aqueles que desmataram suas terras no passado. Se a comitiva brasileira não tinha nada de bom a apresentar em Copenhague, seria melhor não ir. Mas já que vai, talvez fosse o caso de levar apenas uma motosserra.

Publicado na Revista Isto É - Edição 2087 - 11/11/2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Artigo de Marina Silva

Todo mundo e ninguém


Terminou sem acordo, na sexta, em Barcelona, a última etapa oficial de negociação para a Cúpula do Clima. Embora essa expressão já tenha se transformado quase em chavão, faltou vontade política para chegar a um consenso antes do encontro de Copenhague, daqui a quatro semanas.

Com raras exceções, os países se recusam a apresentar metas substanciais de cortes nas emissões de gases-estufa, o que não é condizente com a gravidade do problema.

Permanecem, no jogo diplomático, as cobranças mútuas de metas entre os países em desenvolvimento e os desenvolvidos. Ao cabo, sobram apenas declarações de intenções, sem resultado prático.

O Brasil, lamentavelmente, parece seguir o mesmo caminho. Resiste a apresentar meta de redução de gases de efeito estufa que vá além da promessa de diminuição do desmatamento da Amazônia, que, se espera, possa ser revertido pela pressão dos setores mais lúcidos do governo e da sociedade.

Autoridades brasileiras chegaram a declarar, na semana passada, que o Brasil não apresentaria meta em Copenhague para não criar constrangimentos aos demais países em desenvolvimento. O governo parece temer uma "saia justa" com importantes parceiros comerciais, como Índia e China.

Diante desse quadro, lembro de um antigo dito popular que conta a história de Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém, encarregados de uma tarefa importante. A história termina assim: Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um, agindo com responsabilidade, poderia ter feito.

Enquanto isso, a ciência moderna afirma, majoritária e categoricamente, que caminhamos para um colapso climático. A maioria da população mundial se mostra preocupada e demonstra apoio a decisões mais ousadas, para que se evite o pior. Mas os governos dos países ricos, que mais podem contribuir para uma solução satisfatória, dividem-se entre aqueles que querem fazer pouco e os que não querem fazer praticamente nada.

Poucos países têm quebrado essa regra. Um bom exemplo é o da Noruega, que se comprometeu a reduzir em 40% as emissões até 2020 e criou um dos maiores programas voluntários de proteção das florestas tropicais do mundo. Porém, parece ter sido totalmente ignorado.

Apesar da necessidade de um regramento jurídico internacional para a redução das emissões de gases-estufa, até agora só se veem intenções políticas genéricas. Os governantes não querem sair da condição de "sujeitos indeterminados" na luta contra as mudanças do clima. A maioria tem se abrigado na inaceitável sombra da irresponsabilidade comum e indiferenciada.

Até quando?

Marina Silva – Folha de São Paulo – 09/11/2009

contatomarinasilva@uol.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Conselho

O estudo traz uma releitura da vida


"Dos 05 aos 14 anos, morei com minha avó Julia, em Messejana, no Ceará. Eu morava numa casinha de palha, a 10 quilômetros da casa do meu pai. Ficava numa capoeira. Minha avó era uma pessoa muito inteligente, capaz de decorar um livro inteiro de cordel apenas de ouvir a história umas duas vezes. Como ela não sabia ler, meu pai lia para ela, e ela me contava as histórias. Ou as cantava em forma de cantoria, como os repentistas. Foi com ela que aprendi os rudimentos do cristianismo. Ela tinha um catecismo feito de papel-cuchê, com umas ilustrações belíssimas da Capela Sistina, que mostrava desde a Criação até o Apocalipse, o fim do mundo. O livro não tinha escrita, só ilustração. Era feito para analfabetos. Minha avó dizia que no Ceará havia padres, freiras e tudo isso. No meu imaginário de criança, ao ouvir tudo isso, eu comecei a dizer que, quando eu crescesse, seria freira. Todas as vezes que eu dizia isso, ela me aconselhava a estudar. Dizia que freira não podia ser analfabeta. E cresci com esse conselho. Quando fiquei doente, resolvi cuidar da minha saúde e ser freira. Fui para um convento, onde fiquei dois anos e oito meses. Foi assim que comecei a estudar. Para ser freira, eu tinha de aprender a ler. Eu tinha 16 anos e meio quando fui para Rio Branco para ser freira. E continuo tentando me curar do analfabetismo até hoje. Analfabeto é também quem não consegue fazer uma leitura em relação aos tempos que está vivendo, quem não consegue ler os valores que se quer reforçar ou outros que a gente precisa mudar. Enfim, a alfabetização é um processo contínuo; é dar outra significação à vida."

Marina Silva, 51 anos, acreana, senadora

"O melhor conselho que recebi" – Revista Época – Ed. 596 – 17/10/09

Novidades no PV

Direção Nacional do PV determina candidatura majoritária própria nos estados


Em encontro que reuniu as direções de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, discutiu-se estratégias e diretrizes para as eleições 2010

No último sábado na cidade de Belo Horizonte, membros da Direção Nacional do PV se reuniram com integrantes das direções estaduais para discutir estratégias e diretrizes para as eleições de 2010.

De acordo com Fernando Guida, membro da Direção Nacional do PV e coordenador da região, “Há uma determinação da direção nacional para que haja candidaturas aos governos estaduais em todas as unidades federativas e essa determinação será cumprida.”

Para o Presidente do PV Bahia, Ivanilson Gomes, que estava presente no evento, “não há momento melhor para uma candidatura verde ao Governo da Bahia, devido à conjuntura e as candidaturas já postas abrem possibilidades reais de ampliarmos o debate sobre a agenda ambiental, fazermos palanque pra Marina Silva e potencializarmos as candidaturas proporcionais e os votos de legenda.”

Também presente no evento, o deputado federal Luiz Bassuma (PV BA), fez coro e também defendeu a candidatura própria: “É a hora da onda verde. Um fenômeno político que levará o Partido Verde a um crescimento jamais visto. Não podemos perdem o bonde da história.”

Carla Piranda, Secretária Nacional de Organização e da Direção Estadual do Rio de Janeiro, foi enfática ao ser perguntada sobre o que aconteceria se algum estado não cumprisse a determinação de lançar uma candidatura própria. “A direção estadual será renomeada com verdes que estejam em sintonia com o projeto do Partido Verde. Quem não seguir o caminho do Projeto do PV em 2010 terá graves problemas e isso se aplica às direções municipais, candidaturas proporcionais, dirigentes e militantes.”

Da Bahia também estiveram presentes André Fraga e Eduardo Mattedi.

Blog do Partido Verde - 01/11/2009
http://redepv.org.br/blog