sexta-feira, 12 de março de 2010

Comentários do autor

Breves comentários sobre a semana que termina

O primeiro comentário é para lamentar a tragédia familiar e homenagear a memória do cartunista Glauco, assassinado juntamente com um filho de 25 anos, em sua própria casa, tentando defender sua esposa e outros filhos das ameaças de um usuário de drogas que costumava frequentar os cultos do Santo Daime que Glauco promovia em sua chácara, em Osasco. 

O segundo comentário é para comemorar a decisão do Ministro Juca Ferreira de solicitar a suspensão da sua filiação ao PV por um ano. Apesar da justificativa inverídica, de que estaria se afastando do PV por discordar de uma suposta aliança com o PSDB e o DEM, que não existe, seu afastamento é positivo, pois encerra um conflito interno que estava prejudicando a pré-candidata Marina Silva. A verdade é que Juca Ferreira não quer se desligar dos cargos ocupados no Governo Federal e no Governo Jaques Wagner, na Bahia. Para manter os cargos, precisa apoiar Dilma e a re-eleição de Wagner contra as candidaturas próprias do seu partido, o PV. Então, precisou inventar uma falsa divergência para justificar sua escolha. Acabou se antecipando aos fatos, pois o descontentamento do PV em relação ao seu comportamento era tanto que as propostas para sua expulsão estavam se acumulando na direção partidária.

O terceiro comentário é para louvar a recente disposição do Senador Cristovam Buarque (PDT) em colocar seu nome para uma possível candidatura de unidade das esquerdas contra a candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao Governo do DF. Isto ocorreu numa segunda reunião entre PDT, PSB, PCdoB, PPS, PMDB e PV. Cristovam vinha recusando a tarefa e declarando sua disposição apenas para uma eventual re-eleição ao Senado. Apesar do envolvimento direto de parlamentares e dirigentes do PPS e do PMDB no esquema de corrupção denunciado pela operação Caixa de Pandora, a convergência desses partidos no sentido de oferecer uma alternativa política ao DF que não seja a volta de Roriz merece ser acompanhada. Espero que não estejam apenas "valorizando o passe" para depois se colocarem como caudatários do PT, como sempre ocorreu no passado recente.

Juarez de Paula

segunda-feira, 8 de março de 2010

Artigo de Marina Silva

8 de março


O Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje, é momento para colocar em foco não só as conquistas mas também as desigualdades que ainda afetam as mulheres. Essa comemoração, que completa cem anos, deve servir para reafirmar a busca pela igualdade entre os gêneros e o inestimável valor da contribuição feminina para a humanidade.

Não se pode ter um mundo sustentável, justo e democrático se permanecem as várias formas de opressão sobre mais da metade da população do planeta, formada pelas mulheres. Nunca é demais lembrar que homens e mulheres se complementam, mas essa que deveria ser a principal qualidade das relações de gênero é muitas vezes deixada de lado pela prevalência da cultura masculina da dominação.

Seria benéfico para todos se o olhar e a perspectiva feminina estivessem mais presentes na vida social e, especialmente, nos espaços públicos onde se tomam as decisões de interesse coletivo.

O Ibase identificou, no ranking do Índice de Gênero (IEG), pesquisado em 150 países, conforme dados da PNAD 2006, que o Brasil ocupa uma posição intermediária entre os melhores e os piores países nessa questão. São várias as causas pelas quais permanecem os obstáculos enfrentados pelas mulheres. Apesar do avanço no plano educacional -hoje elas têm, em média, mais anos de estudos do que os homens, mas não existe ainda igualdade na renda, nos cargos e salários e na representação política.

As desigualdades de gênero estão em todas as classes sociais, e se tornam mais dramáticas quando a renda diminui. Estudo recente realizado pelo economista André Urani mostra que, em 1993, havia 32,4 milhões de pessoas em condições de extrema pobreza no país, das quais 5,5 milhões viviam em domicílios chefiados por mulheres. Em 2008, o universo da extrema pobreza foi reduzido à metade (15,8 milhões), mas ficou praticamente inalterado (5,2 milhões) o número de pessoas nessa categoria em lares chefiados por mulheres.

Isso ocorre porque elas enfrentam a miséria em condições ainda mais adversas do que as outras famílias. Sozinhas, têm o desafio de dar educação aos filhos e livrá-los da fome e da violência, enquanto se desdobram em sua jornada dupla, com salários baixos e pouca ajuda do Estado.

As homenagens de hoje são justas e bem-vindas, mas o que todas as brasileiras esperam é, em primeiro lugar, uma vida digna, onde possam desenvolver suas potencialidades, bem como a de seus filhos e filhas, e, assim, construir um país melhor, mais justo, mais fraterno, mais feliz.

Marina Silva

Folha de São Paulo, 08/03/2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Impeachment de Arruda

Supremo nega habeas corpus e mantém prisão de Arruda


MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Por nove votos a um, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) negaram nesta quinta-feira o pedido de liberdade do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), preso na Polícia Federal desde o dia 11 de fevereiro. Com a decisão, o governador permanecerá preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Impeachment de Arruda

Câmara do DF acolhe parecer favorável ao pedido de impeachment de Arruda


MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), sofreu uma nova derrota nesta quinta-feira na Câmara Legislativa. Por 19 votos favoráveis e nenhum contrário, os deputados distritais aprovaram o parecer da comissão especial que pede abertura de processo de impeachment contra o ex-democrata.

terça-feira, 2 de março de 2010

A fila anda

Mais um deputado distrital renuncia

O deputado distrital Junior Brunelli (PSC), um dos que aparece nas gravações reveladas pela operação Caixa de Pandora recebendo dinheiro e fazendo uma oração de agradecimento, encaminhou carta-renúncia à Câmara Distrital do DF nesta tarde. É mais um que utiliza o recurso da renúncia para evitar a cassação do mandato, que o deixaria inelegível. Diferentemente de Leonardo Prudente (DEM), o primeiro a renunciar, Brunelli não fez afirmações de que não disputará as eleições de 2010.

Juarez de Paula


Pré-campanha de Marina Silva

Marina mira mulheres, cristãos e classes C e D


PV traça estratégia para dar visibilidade à senadora em segmentos populares do eleitorado, lembrando infância pobre e católica
Após gravar participações em programas populares na TV, pré-candidata viajará para Nordeste, onde visitará a Feira de Caruaru, em PE


MALU DELGADO
DA REPORTAGEM LOCAL


As classes populares (C e D) e sobretudo o eleitorado feminino cristão são hoje alvos prioritários do PV na pré-campanha da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República.

Coordenadores da pré-campanha constataram que devido ao altíssimo grau de desconhecimento do eleitorado sobre a candidatura é necessário aumentar o grau de exposição de Marina neste segmento, no qual historicamente a penetração do PV é baixa.

Conforme dados da última pesquisa Datafolha, de fevereiro, 44% dos entrevistados não conhecem Marina. Entre os 56% que sabem quem ela é, 30% a conhecem "só de ouvir falar" e 19% "só conhecem um pouco". O melhor desempenho de Marina é entre o eleitorado com curso superior (13% das intenções de voto) e o que recebe de cinco a dez salários mínimos (11%). Os piores índices são justamente entre os eleitores com ensino fundamental (7%) e rendimentos de até dois salários mínimos (8%).

A estratégia do PV explica a participação de Marina na semana passada nos programas de Ratinho e de Netinho, do SBT, e ontem à noite no programa católico de Gabriel Chalita, na TV Canção Nova. Nestes programas, ela tem falado sobre a biografia, as dificuldades da infância e adolescência, os elos com a religião católica -seu sonho era ser freira -, e sobre como enfrentou preconceitos de gênero na família.

"Que diferente", reagiu Netinho, no programa Show da Gente gravado na semana passada, ao saber da ambição juvenil de Marina, hoje evangélica.

A pré-candidata viajará no final do mês a Pernambuco e Rio Grande do Norte, onde participará de eventos populares, como a Feira de Caruaru. Visitará ainda Nova Jerusalém e Garanhuns, terra natal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Marina tem bom acesso a mulheres pobres, um segmento no qual o PV nunca sonhou chegar nem perto, se identificam com ela por sua história, sua vida cristã", disse o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ), coordenador-geral da pré-campanha. Segundo ele, a candidatura de Marina apresenta potencial de crescimento, especialmente neste segmento. "É um eleitorado extremamente fiel, uma vez conquistado. Não está sujeito às oscilações da classe média, que tem voto estratégico e volátil", explicou.

Para o ex-deputado Luciano Zica (PV-SP), responsável pela definição da agenda da pré-candidata, "Marina tem tudo a ver com as classes C, D e E". "É a origem dela", disse. O objetivo central ao definir a agenda, afirmou Zica, é a necessidade "de expor Marina ao maior volume de pessoas, de todas as classes".

"Minha avó sempre dizia: bicho de perna curta corre na frente", contou Marina, semana passada, ao sair do estúdio do SBT. Ela disse não ter a mesma exposição midiática que os rivais Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ao fim do programa, Netinho disse o que o PV almeja: "Você é uma grande inspiração para mim e para quem veio de baixo".

Folha de São Paulo, 02/03/2010.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Marina na RedeTV

Kennedy Alencar entrevista a senadora Marina Silva

A senadora Marina Silva voltou a declarar seu apoio à intervenção federal no DF: "Precisamos ter responsabilidade com a cidade. Nesse caso, sou a favor da intervenção."

Assista à entrevista concedida por Marina Silva ao comentarista político Kennedy Alencar, na RedeTV, no domingo 28/02/2010.

link: http://www.redetv.com.br/jornalismo/enoticia/